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😭🇦🇴 "ADVOGADOS ARROGANTES E PREPOTENTES!" — Trabalhadores despedidos pela Sonangol EP prometem mega-manifestação e denunciam máfia dentro da estatal
Um grupo de trabalhadores despedidos "injustamente" pela Sonangol EP promete levar às ruas de todo o país uma mega-manifestação nacional nos dias 1, 2, 3, 4 e 6 de Junho, após denunciarem tentativas falhadas de negociação com os advogados da empresa. Os ex-funcionários classificam os representantes legais da petrolífera estatal como "arrogantes, mal educados e prepotentes", e acusam a empresa de ter se transformado num verdadeiro "instituto de crime organizado e máfia".
— Desabafo de um dos trabalhadores despedidos
📌 O que está em causa? As denúncias dos ex-funcionários
Os trabalhadores alegam que os acordos celebrados com a Sonangol EP são "fraudulentos e abusivos", não respeitando a Lei Geral do Trabalho (LGT) nem os Decretos Presidenciais 272/11 e 31/17, que regulam a cedência temporária de trabalho. Segundo os denunciantes, a empresa estatal terá utilizado artimanhas legais para despedir centenas de funcionários sem justa causa, ignorando os direitos consagrados na legislação angolana.
A situação ganhou contornos ainda mais graves durante um julgamento sumário que ocorreu após detenções de alguns colegas pela Polícia Nacional. Na ocasião, o juiz responsável terá aconselhado os representantes da Sonangol a rever os acordos por considerá-los potencialmente lesivos. A resposta dos advogados da empresa, segundo testemunhas, terá sido de arrogância extrema, tendo inclusive chamado o magistrado de "ignorante".
• 📄 Acordos fraudulentos e abusivos — sem respeito pela Lei Geral do Trabalho
• ⚖️ Desrespeito ao tribunal — advogados chamaram juiz de "ignorante"
• 🏛️ Violação dos Decretos Presidenciais 272/11 e 31/17
• 👔 Advogados "testas-de-ferro dos corruptos" da Sonangol
• 🚔 Detenções de trabalhadores pela Polícia Nacional durante protestos
📢 Mega-manifestação nacional: datas e locais
Os trabalhadores prometem voltar às ruas na primeira semana de Junho, caso as negociações continuem bloqueadas. As manifestações estão agendadas para os dias 1, 2, 3, 4 e 6 de Junho em Luanda, Benguela, Cabinda, Huíla e Soyo, cidades onde a Sonangol tem maior presença operacional. Os organizadores esperam reunir milhares de ex-funcionários e familiares, numa das maiores mobilizações laborais da história recente do país.
A Vib News 24 apurou que os manifestantes pretendem entregar uma petição ao Presidente da República, João Lourenço, bem como à Procuradoria-Geral da República e à Assembleia Nacional, solicitando uma investigação aprofundada sobre as práticas de gestão de recursos humanos na estatal petrolífera.
“Uma empresa estatal que desrespeita a lei, maltrata os seus ex-funcionários e ainda humilha o tribunal. Até quando?”
Movimento dos Trabalhadores Despedidos da Sonangol EP
⚖️ O papel dos advogados da Sonangol e as acusações de arrogância
Um dos pontos que mais indignou os trabalhadores foi a postura dos advogados da Sonangol EP durante as tentativas de negociação. Os ex-funcionários descrevem os profissionais como "testas-de-ferro dos corruptos" que, segundo eles, transformaram a empresa num verdadeiro "instituto de crime organizado e máfia". As acusações são graves e incluem suposta manipulação de contratos, favorecimento de empresas terceiras e desrespeito sistemático aos direitos laborais.
A postura dos advogados durante o julgamento sumário, onde terão desrespeitado abertamente o magistrado, foi considerada pelos trabalhadores como a gota de água que motivou a decisão de levar o caso às ruas. "Não aceitamos ser tratados como cidadãos de segunda classe. Demos a nossa vida por esta empresa e agora somos descartados como lixo", desabafou um dos líderes do movimento.
🗣️ Reacções da sociedade civil e especialistas
A Vib News 24 ouviu especialistas em direito laboral e activistas sociais sobre o caso. O advogado e professor universitário Dr. Carlos Mendes afirmou: "Se for verdade que os advogados da Sonangol chamaram ignorante a um juiz, estamos perante uma violação gravíssima da ética profissional e do respeito pelas instituições. A Ordem dos Advogados de Angola deveria abrir um processo disciplinar urgente".
Já a activista Helena dos Santos, especialista em direitos humanos, declarou: "A Sonangol é a joia da coroa do Estado angolano. Se dentro dela se pratica a impunidade e o desrespeito à lei, que exemplo está o Governo a dar ao país? É urgente uma intervenção do Presidente João Lourenço neste caso".
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Fonte: Denúncias dos trabalhadores despedidos, relatos de testemunhas no julgamento sumário, declarações exclusivas à Vib News 24. Conteúdo original e independente.
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