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🚨 CORRUPÇÃO NO AEROPORTO: SIC detém três agentes do SME acusados de facilitar entrada de estrangeiros sem visto mediante pagamento de propina
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desencadeou uma mega-operação nas últimas horas e deteve três efectivos do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) afectos à sala de vistos do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), em Luanda. Os agentes são acusados dos crimes de auxílio à imigração irregular, associação criminosa e corrupção passiva, num esquema que permitia a entrada de cidadãos estrangeiros no país sem a apresentação do visto obrigatório mediante o pagamento de valores monetários.
🔍 SIC entra "agora" no SME: operação surpreende agentes na sala de vistos
Em acção coordenada que partiu do processo n.º 01147/26-A, os inspectores do SIC cumpriram mandados de detenção na manhã desta segunda-feira, 18 de Maio, surpreendendo os funcionários públicos no próprio local de trabalho. Segundo fontes ligadas ao processo, os agentes do SME agiam há pelo menos seis meses, permitindo a entrada de estrangeiros sem os devidos documentos migratórios em troca de propinas que variavam entre 500 e 2.000 dólares americanos, dependendo da nacionalidade do imigrante.
Os detidos foram identificados como Jacira Alfredina da Silva, Ucuahamba Fernão e Elvânio Patrícia de Sousa Dalas, todos afectos à sala de vistos do AIAAN. Também foi detida Isaura Ferreira de Sousa, funcionária colocada no SME do Icolo e Bengo, que se encontrava em serviço no AIAAN Box no momento da abordagem. Os quatro agentes foram recentemente enquadrados nas fileiras do Ministério do Interior (MININT).
💰 O esquema milionário: vistos de turismo estampados por propina
De acordo com as investigações do SIC, o esquema funcionava de forma estruturada e contava com a participação de intermediários que abordavam passageiros estrangeiros ainda a bordo das aeronaves ou nos corredores de desembarque. Os cidadãos que não possuíam o visto obrigatório para entrar em Angola eram informados de que poderiam "regularizar a situação" mediante o pagamento de uma taxa especial, que na verdade era absorvida pelos agentes corruptos.
As autoridades apuraram que os vistos de turismo eram emitidos e estampados no próprio aeroporto — local onde os suspeitos exerciam funções ligadas à emissão destes documentos migratórios. A diferença é que, ao invés de seguirem os trâmites legais e cobrarem as taxas oficiais, os agentes embolsavam os valores e não registavam devidamente a entrada dos imigrantes no sistema nacional de controle fronteiriço.
Fontes indicam que o grupo conseguia movimentar mensalmente cerca de 10 a 15 mil dólares americanos, valor que era repartido entre os envolvidos. Parte do dinheiro era também usado para subornar superiores hierárquicos que fingiam não perceber as irregularidades.
⚖️ O que dizem as autoridades e o futuro dos detidos
Em comunicado oficial enviado à nossa redacção, o porta-voz do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, confirmou as detenções e afirmou que o caso é "apenas a ponta do icebergue" num processo mais amplo de limpeza nas fileiras do SME. "Recebemos denúncias anónimas e actuámos com celeridade. Estes agentes traíram o juramento que fizeram de proteger as fronteiras do nosso país. Agora responderão perante a justiça", declarou.
Os quatro detidos serão presentes ao Tribunal de Comarca de Luanda nas próximas 48 horas, onde responderão pelos crimes de corrupção passiva, auxílio à imigração irregular, associação criminosa e peculato. As penas, se condenados, podem variar entre 8 a 20 anos de prisão, de acordo com o Código Penal angolano.
O Ministério do Interior ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas indicam que uma sindicância já foi aberta para apurar se outros agentes do SME estão envolvidos no esquema. A Vib News 24 tentou contactar os advogados de defesa dos detidos, mas até ao fecho desta edição não obtivemos resposta.
🇦🇴 Alerta máximo: esquema compromete segurança das fronteiras
Especialistas em segurança ouvidos pela Vib News 24 alertam para o perigo que este tipo de esquema representa para a soberania nacional. O major reformado João Kambinda, especialista em controle fronteiriço, explica: "Quando agentes do SME facilitam a entrada de estrangeiros sem o devido controlo, estão a abrir uma porta para a entrada de criminosos, traficantes e até terroristas. Angola não pode brincar com a segurança das suas fronteiras."
O Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto é a principal porta de entrada de viajantes internacionais no país, com uma média de mais de 4 milhões de passageiros por ano. A falha na segurança migratória, segundo os especialistas, pode ter consequências graves para a ordem pública e para a imagem do país no cenário internacional.
A Vib News 24 acompanhará de perto o desenrolar deste caso e trará actualizações assim que o julgamento tiver início.
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